sábado, 13 de abril de 2013

Fim de ano

Batizado
Eu, meu Compadre Gabriel, minha Comadre Sheila e minha Afiliada Valentina.

Outro dia fiz um comentário, que neste último ano perdi praticamente minha vida, perdi minha vida social, profissional e pessoal. Mas um evento social nesse um ano de acidente, marcou bastante. Foi um dia que posso dizer com certeza, que por alguns bons momentos pude até esquecer do meu problema. Esse evento a que me refiro, foi o batizado da minha linda afiliada Valentina no dia 18/11/2012. Foi um dia e tanto; no final quando voltei para casa estava exausto, mas valeu cada momento.
  

Paróquia Cristo Rei


 Meu aniversário (29/11/2012)

Como esquecer? Recebi de surpresa, uma grande surpresa, a vista dos colegas de trabalho, Adriana, Juarez,  Max e tinha mais alguém, mas desculpe, não lembro. Mas foi uma surpresa muito boa, com direito a bolo, refrigerante e até presente. Só tenho uma coisa a dizer para vocês: muito, muito obrigado de coração!

Natal

Dia dezenove de dezembro, vim para Curitiba para ficar na casa da minha irmã, onde meus planos eram passar o Natal e o Ano Novo. Toda minha família, a qual é um tanto pequena, minha mãe, irmãos, cunhada e sobrinhos, que moram em Mato Grosso do Sul, vieram pra Curitiba também, para passarmos o Natal juntos. Somente o Natal, pois meus irmãos optaram pela folga no Natal em seus empregos e logo no dia vinte e seis voltaram pra suas casas.

Apesar das dores, que nem mesmo nesse dia me deram trégua, conseguimos fazer uma linda ceia de Natal, com bastante animação, troca de presente, enfim, com tudo que tínhamos direito. Tudo o que eu não queria, era estragar a festa.


Dia vinte e oito, encontrei uma "larvinha", do tipo daquelas que já conhecia, pois já havia pego duas vezes miíase. Liguei para meu médico e fui no mesmo dia para o hospital. Fui internado e no dia seguinte fui para o centro cirúrgico para fazer uma limpeza para tirar as larvas.

Bem, pensei que iria ficar no máximo dois dias, mas esses dois dias se transformaram em mais de três meses. Hoje dia treze de abril, exatamente hoje, faz um ano do meu acidente e provavelmente hoje terei alta.

Meu médico, Dr. Claus achou que minhas feridas estavam ainda muito abertas e decidiu então pedir algumas sessões de Câmera Hiperbárica, que ajudariam a acelerar as cicatrizações e com isso me seguraria no hospital, visto que meu transporte ósseo estava na reta final e teríamos que fazer o "docking site", ao pé da letra: local de ancoragem, ou seja é o local onde as extremidades da tíbia se encontram. É um procedimento cirúrgico onde ocorre a raspagem das extremidades dos ossos, porque elas se calcificam e raspando há o ligamento ósseo, consolidando assim a fratura. (essa é a minha explicação simplificada para o procedimento do  docking site, pois não achei nenhuma denominação médica/cientifica na internet).

Centro Cirúrgico do Hospital Vita Curitiba PR - 09/03/2013
 





Camara Hiperbárica (Oxigênoterapia)

Indicações e Contraindicações

A Medicina Hiperbárica se desenvolveu no início do século, quando os pesquisadores descobriram fenômenos inéditos relacionados com as alterações do organismo submetido à pressão, observados por médicos que trabalhavam com indivíduos que exerciam atividades de mergulho e em túneis pressurizados, ou seja, em exposições Hiperbárica. Fenômenos estes com efeitos importantes, quando indivíduos respiravam oxigênio em ambientes pressurizados, tais como ação antibiótica sobre alguns tipos de infecção, cicatrização de feridas e desintoxicação de trabalhadores envenenados pelo monóxido de carbono, tornando-se então uma terapêutica importante nos hospitais.

A Oxigênoterapia Hiperbárica consiste em um tratamento médico através da inalação de oxigênio puro em pressão ambiente aumentada dentro de câmaras hiperbáricas, utilizando-se máscaras ou capuzes especiais, em sessões que duram de uma a duas horas por dia, por um período que varia de acordo com a patologia.

Durante uma sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica ocorre um aumento de dez a vinte vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos, o que é extremamente benéfico em patologias nas quais a falta de oxigênio tecidual é o problema principal, como por exemplo, locais onde existe comprometimento vascular em determinada região, como úlceras e feridas infectadas.

Nestes casos a Oxigenoterapia Hiperbárica terá ação cicatrizante e antibiótica (dependendo da sensibilidade da bactéria). Outras ações importantes são o auxílio na formação do colágeno, neoformação vascular e na diminuição do edema, tornando-se uma importante terapêutica no tratamento destas lesões refratárias.

Atualmente, a Oxigenoterapia Hiperbárica é aplicada em todo o mundo, tendo regulamentado protocolos nos EUA, Europa, Japão, China e Rússia, países que contam com centenas de câmaras instaladas em seus hospitais.

No Brasil é regulamentada oficialmente através de resolução do Conselho Federal de Medicina para sua utilização em todo território nacional.

A indicação e aplicação da Oxigenoterapia Hiperbárica são de exclusiva competência médica. Quando o médico prescreve o tratamento, o paciente é encaminhado ao centro Hiperbárica, onde será avaliado o caso para se determinar a duração e o número de sessões a serem realizadas. O paciente é fotografado para documentação da evolução e serão enviados relatórios periódicos documentados em fotos para o médico do paciente. Caso haja interesse do médico, ele poderá acompanhar pessoalmente ou através de relatórios. Ao final do tratamento, o paciente é reencaminhado ao seu médico de origem.

De acordo com a Resolução 1457/95 do CFM, as indicações para tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica são as seguintes:

- Embolias gasosas;
- Doença descompressiva;
- Embolia traumática pelo ar;
- Envenenamento por CO² ou inalação de fumaça;
- Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
- Gangrena gasosa;
- Síndrome de Fournier;
- Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciítes e miosites;
- Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome comparti mental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
- Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
- Queimaduras térmicas e elétricas; 
- Lesão refrataria: ulceras de pele, pés diabéticos, escaras de decúbito, ulcera por Vasculites auto-imunes, deiscência de suturas; 
- Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas; 
- Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco; 
- Osteomielites; 
- Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea;






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