terça-feira, 2 de abril de 2013

Voltando para casa.

Depois de quatro meses, voltei para minha casa em Blumenau e acho que não existe nada melhor do que voltar para nossa casa depois de tanto tempo.
 
Estava morrendo de saudade dos meus três filhos (risos), meus três gatos, Rhandu, Ágora e Gigi, que ficaram aos cuidados de um casal de amigos, Sheila e Gabriel, (meus compadres). Meus gatinhos não podiam estar em melhores mãos, pois os encontrei cheios de saúde, felizes e alguns quilinhos a mais.
 
Minha mãe quis por que quis ficar comigo pelo menos nos primeiros dias e acabou ficando dois meses. Eu realmente não queria que ela ficasse, principalmente por ter oitenta anos e com isso já ter suas limitações, problemas de saúde e não ter o mesma conforto que tem em sua casa, mas tenho que confessar que não tem coisa melhor que ter a mãe da gente por perto, enchendo de mordomias, café da manhã na cama, almoço sempre na hora, mas mesmo assim, minha preocupação era que acontecesse algo com ela, ou ficasse doente.
 
Não deu outra, fechou sua estadia com chave de ouro, levou um baita de um tombo na cozinha, que nem ela mesmo sabe explicar até hoje como aconteceu, mas sei que a tampa do meu fogão ficou toda amassada e nunca mais fechou (risos). Ficou meio roxinha, mas agora já está bem (risos).
 
Uma vez por semana ia ao Hospital fazer os debridamentos e curativos. Sempre do mesmo jeito, no centro cirúrgico e sedado.
 
Comecei a andar com o auxilio do andador e as vezes me animava a dar uma voltinha, ia a um supermercado, banco, mas na maior parte do tempo ficava mesmo dentro do meu apartamento, quase sempre no quarto, na cama, com a internet, TV a cabo e o ar condicionado ligado o tempo todo.
 
Em outubro precisei voltar a Curitiba para fazer um ajuste no Fixador Ilizarov, mas foi bem rápido, dois dias internado, alguns na casa da minha irmã, tudo resolvido em uma semana. Meu compadre, "anjo" Gabriel, como sempre me ajudando, me levou e trouxe de carro.
 
E assim se passaram os meses de setembro, outubro, novembro e parte de dezembro. Dia dezenove de dezembro fui para Curitiba onde meus planos eram passar o Natal e o Ano Novo e logo em seguida voltar para casa.
 

3 comentários:

  1. Oi, Arthur, Meu nome é Mariana Nobre,e vi sua história através do Claudio Carvalho de Brasilia pelo facebook.Bom eu quero te contar a minha história,mas não pense que eu estou de dando força para amputar sua perna, eu espero muito que vc se recupere e volta a andar o mais rápido possível.
    Quando eu tinha 23 anos ( hoje tenho 41) eu sofri um acidente de carro também, eu tinha 3 anos de casada e meu marido era quem estava dirigindo, com ele não aconteceu nada, mas eu cheguei ao hospital com a perna semi-amputada. Eu fui transferida para o Hospital 09 de julho em SP.Os médicos tentaram por quinze dias salvar a minha perna, mas o meu organismo não reagia, um dia um dos médicos entrou na sala e disse que iria esperar 48 horas para que meu organismo reagisse,caso contrario eu teria que amputar, enfim no dia seguinte tinha aparecido umas bolhas que eles chamam de ¨bolha gasosa¨e se uma delas estourassem eu teria uma infecção generalizada, por esse motivo não esperaram as 48 horas e eu subi para o centro cirurgico naquela manhã,e eles amputaram minha perna um palmo acima do joelho!!
    No início foi muito difícil eu me aceitar,meu marido me aceitar, eu não conseguia me olhar no espelho!!!
    Fiquei 4 meses em SP, para colocar a protese e em Janeiro de 1996 ( O acidente foi em Setembro de 1995) eu Voltei para Brasília.
    Eu engravidei em Fevereiro desse mesmo ano,meu filho nasceu em Novembro de 1996,no ano seguinte quando meu filho tinha 6 meses eu engravidei outra vez e minha filha nasceu em Fevereiro de 1998. Hoje eu continuo casada (com a mesma pessoa) meu filho vai fazer 17 anos e minha filha tem 15. Eu faço tudo que ¨uma pessoa normal faz¨.
    Foi difícil?? MUITO!!! É possível ainda assim ser feliz?? SIM.
    Eu te desejo toda a sorte do mundo, que Deus te proteja e te de forças para continuar lutando!!
    Abraços
    Mariana Nobre

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    1. Olá Mariana,
      Muito obrigado pela força e pelo carinho. Decidi tentar mais um pouco, mesmo com as dores. Resolvi dar um prazo até o fim do ano, até lá com toda certeza saberei o que posso esperar da minha perna.
      Parabéns pela garra e força que vc. conduziu e conduz a sua vida.
      Um grande abraço e mais uma vez, obrigado!

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  2. Olá Arthur,
    Fico impressionada com a garra de pessoas como vc, que lutam e superam as piores dores... Eu nunca passei por dor fisica semelhante, mas convive com dores "parecidas" com mus dois irmãos. Eles tb sofreram um grave acidente de moto X um caminhão bi-trem, que arrastou a moto deles (com eles em cima) por +-80m, a moto acabou pegando fogo com o atrito do asfalto. A partir daí, acho que já é possível imaginar a terrível situação. Isso foi a 2 anos atrás. As cirurgias ainda não acabaram, mas ele está se recuperando. Somos de Curitiba, conheço o Dr. Richard e o Dr. Claus. Não é por curiosidade, mas por querer ajudar de alguma forma, (meu irmão tb passou por dificuldades de cicatrização) gostaria de saber como está sua perna agora. Se quiser trocar idéias ou só conversar, estou a disposição. Abraços, Vanessa.

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