terça-feira, 18 de março de 2014

Natação para PCD


Aspectos téoricos da atividade aquática para deficientes

Nos últimos anos, muito se tem falado, muito se tem escrito sobre os efeitos benéficos das atividades na água para pessoa portadora de deficiência, mas na realidade, a utilização da água como elemento terapêutico, não é novo, pois de acordo com Harris (1978) apud Lépore et al (1998), já desde o tempo de Hipócretes, a água era utilizada no auxílio à reabilitação; por exemplo, os gregos e romanos já utilizavam a água corrente para a cura de doenças Moran ( 1979) apud Lépore et al (1998). Nos Estados Unidos, a atividade na água como terapia iniciou-se antes mesmo da Primeira Guerra Mundial, sendo utilizada para indivíduos com problemas reumáticos. Segundo Lépore et al (1998), Charles Lowman foi considerado o pai dos exercícios aquáticos como terapia e sistematizou a hidroterapia por volta de 1930. Após a Segunda Guerra Mundial, a água também, foi grandemente utilizada como elemento terapêutico para traumáticos e amputados, bem como para soldados com problemas psicológicos.

A natação para pessoas portadoras de deficiência é compreendida como a capacidade do indivíduo para dominar o elemento água, deslocando-se de forma independente e segura sob e sobre a água utilizando, para isto, toda sua capacidade funcional, residual e respeitando suas limitações.

A água apresenta propriedades que facilitam para o indivíduo sua locomoção sem grande esforço, pois sua propriedade de sustentação (empuxo) e eliminação quase que total da força da gravidade, podem segundo Campion (2000), “aliviar o estresse sobre as articulações que sustentam o peso do corpo, auxiliando no equilíbrio estático e dinâmico, propiciando dessa forma maior facilidade de execução de movimentos que, em terra seriam muito difíceis ou impossíveis de serem execultados”. 

Objetivos gerais 
Demostrar através de aspectos teóricos os benefícios da atividade aquática para portadores de deficiência. 

Objetivos específicos 
Apresentar de forma teórica os benefícios fisiológicos sobre os sistemas cardiovascular, respiratório e locomotor; 
Apresentar de forma teórica os benefícios psicossociais; 
Apresentar de forma teórica os benefícios cognitivos; 
Demonstrar de forma teórica os efeitos terapêuticos de atividades realizadas na água. 

Fundamentação teórica
Benefícios fisiológicos 
Segundo Campion (2000), “ quando o corpo está exposto a um estímulo frio, por exemplo, em água de temperatura fria, estes vasos se contraem, evitando que seja liberado calor interno, ao contrário, se o estímulo de calor é maior que a temperatura interna, há uma vaso dilatação para que o calor seja liberado e a temperatura se mantenha em equilíbrio. Com as mudanças constantes de temperatura interna da água este mecanismo é constantemente acionado, fazendo com que o organismo adquira uma maior resistência contra mudanças bruscas de temperatura externa, proporcionando ao indivíduo, também, maior resistência contra as doenças provocadas pelas intempéries do meio”. 

Para o mesmo autor, “ concomitantemete com a grande influência sobre os sistema de regulação térmica, a água, também, apresenta grande significado na melhoria do sistema circulatório e coração, pois a pressão e a resistência exercidas pela água sobre o corpo, juntamente com esforço exigido na execução dos movimentos agem diretamente sobre o sistema, uma vez que provoca o aumento do metabolismo, promovendo o fortalecimento da musculatura cardíaca, o aumento do volume do coração e uma consequente melhoria no sistema circulatório, já no sistema respiratório provocará o fortalecimento dos músculos respiratórios, aumento do volume máximo respiratório e consequente melhoria, também na elasticidade da caixa torácica”. 

“Em se tratando de pessoas portadoras de deficiência, juntamente com grande dificuldade de equilíbrio e desenvolvimento da marcha, as características peculiares da água como alta viscosidade, espessura, eliminação da gravidade vêm contribuir para a realização de exercícios de educação e/ou reeducação motora, proporcionando-lhes maior segurança na execução dos movimentos”. (Lépore, 1999) 

Benefícios psicossociais
Ao contrário do que muitos pensam, a natação não é uma atividade solitária e extremamente individualista. Segundo Lépore (2000), “atividades aquáticas ou aprender a nadar é também um processo de aprendizagem de socialização. Daí a necessidade do portador de deficiência aprender a galgar degrau a degrau, inicialmente, relacionando-se indivíduo-objeto para depois pessoa-pessoa e, por último, o indivíduo interagindo com o grupo. As atividades aquáticas devem propiciar ao indivíduo situações de desenvolvimento de atividades em pequenos e grandes grupos, estimulando assim as experiências corporais, a integração e o convívio social”. 

Para Campion (2000), “o aspecto psicológico, o efeito na melhoria do humor e na motivação em pessoas portadoras de deficiência é altamente significativo através da natação, além de possibilidade de descarregar as tensões psíquicas através do poder de relaxamento da água e satisfazer as necessidades de movimento”. 

Benefícios cognitivos
Os aspectos motivacionais e propriedades terapêuticas da água estimulam o desenvolvimento da aprendizagem cognitiva e o poder de concentração, pois o aprendiz busca compreender o movimento do seu próprio corpo explorando as várias formas de se movimentar, adaptando suas limitações às propriedades da água (Dulcy, 1983 apud Lépore et al 1998). De acordo com American Red Cross, 1977 apud Lépore et al 1998, muitos instrutores de atividades motoras na água têm interagidos conteúdos da aprendizagem escolar nas atividades aquáticas, reforçando desta forma o aspecto cognitivo destas crianças, por exemplo, contar viradas, mergulhar objetos de formas e cores diferentes, entre outras. 

Efeitos terapêuticos da atividade na água
Para Lépore (1999), podemos conseguir os seguintes efeitos obtidos com exercícios terapêuticos da água, considerando os vários tipos de deficiências, tais como: 
Diminuição de espasmos e relaxamento muscular; 
Alívio da dor muscular e articular; 
Manutenção ou aumento da amplitude do movimento articular; 
Fortalecimento e aumento da resistência muscular localizada; 
Melhoria circulatória e na elasticidade da pele; 
Melhoria no equilíbrio estático e dinâmico; 
Relaxamento dos órgãos de sustentação (coluna vertebral) 
Melhoria da postura; 
Melhoria da orientação espaço-temporal.


Fonte: http://beneficiosnatacao.blogspot.com.br

terça-feira, 11 de março de 2014

Natação

Após quase dois anos do meu acidente, de nove meses da minha amputação, voltei pra piscina. Meu conselho a todos que podem, que gostam, que querem praticar um esporte depois de amputado, eu diria,  vá pra piscina, faça natação ou hidroginástica. 

Tive três internações longas e algumas mais curtas, totalizando trezentos e nove  dias internado e com isso, é impossível não engordar. Engordei quinze quilos e depois disso comecei a pensar como iria fazer para perder esses quilos a mais. Ainda não estou protetizado, o que fica um pouco mais difícil perder peso e encontrar uma atividade física.

Então como já sabia e gostava de nadar, resolvi voltar para piscina. Hoje faz duas semanas que estou nadando, já estou conseguindo fazer mil metros por dia e já perdi dois quilos.

Eu acredito que quando nos vemos com um membro amputado, nossa "autoestima" fica um pouco abalada; imagina então além de amputado, também engordar. Por isso que na minha opinião, temos que trabalhar sempre nossa autoestima. 

Outra questão quanto a fazer natação ou qualquer outra atividade física, é o nosso receio. Antes de tentarmos, fica um certo receio se vamos conseguir ou não, existe um certo constrangimento, uma preocupação em não deixar os outros constrangidos ou pouco a vontade (eu pelo menos tinha essa preocupação), e até mesmo o receio de sermos vítimas de preconceitos.

Mas eu falo por experiência própria: "NÃO DEIXEM DE FAZER QUALQUER COISA QUE FOR NA VIDA, PENSANDO COMO VÃO TE OLHAR, COMO VÃO TE TRATAR, O QUE VÃO PENSAR, IMAGINANDO SE VÃO TE ACEITAR, SE VÃO TE RECEBER BEM OU NÃO".

A vida é sua e só você pode fazer algo por você mesmo; seja algo bom ou ruim. Então, não perca tempo, faça algo bom por você.

Não fique se lamentando. De nada adianta ficar deprimido. Costumo brincar com os outros, dizendo: "...do que adianta ficar deprimido, se a nossa perna não é como rabo de lagartixa, NÃO ADIANTA, não vai crescer novamente..."

Ser feliz é um "estado de espírito", não depende dos outros, só depende de nós. 

Então, SEJA FELIZ, PERMITA-SE SER FELIZ!


Meus agradecimentos a Academia Splash Fitness - Blumenau SC, que permitiu a filmagem e a instrutora Vanessa que gentilmente fez o vídeo. Muito obrigado!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Adversidades.

DICAS PARA SUPERAR AS ADVERSIDADES DA VIDA!

Quer queiramos ou não, a adversidade faz parte da vida. Superar as adversidades é um dos maiores obstáculos que enfrentamos. Os problemas, sejam grandes ou pequenos apresentam-se a nós durante toda a nossa existência. Independentemente de quão animado, inteligente, ou contente estejamos no momento, independentemente de a vida nos correr às mil maravilhas, inesperadamente todos nós algumas vezes somos confrontados com problemas, lutas, desafios, dificuldades. É como se fossemos postos à prova, para vermos de que fibra somos feitos, como é que conseguimos enfrentar algumas situações catastróficas e angustiantes. Não pretendo passar a mensagem que quanto mais adversidade melhor, nem sou apologista de que o sofrimento é algo de bom. Não, o sofrimento incapacitante não é benéfico. Ainda assim, não invalida que pensamos nele como uma realidade que acontece na vida de cada um de nós, certamente em número e intensidade diferentes de pessoa para pessoa. Quando acontece, aceitá-lo é uma parte da estratégia para nos livrarmos de mais sofrimento. Aceitá-lo pode constituir uma forma de nos reestruturarmos e seguirmos em frente.

Conforme Havelock Ellis escreveu: “A dor e a morte são parte da vida. Rejeitá-las é rejeitar a própria vida.”

Na verdade, graças a Deus pela adversidade! Aprender a lidar e superar as adversidades, é o que nos faz ser quem somos. Cada desafio, a cada dificuldade que enfrentamos com êxito na vida serve para fortalecer a nossa força de vontade, confiança e capacidade de vencer os obstáculos futuros.

Heródoto, filósofo grego, disse: “A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência.”

Quando você responder de forma positiva e construtiva aos seus maiores desafios, as qualidades as forças e virtudes como, coragem, caráter, combatividade, esperança e perseverança emergem lá de dentro. É claro que, dado que somos humanos, é muito fácil cairmos na auto-piedade, na injustiça da vida, ou na armadilha do “porquê eu?”. Quando fazemos isso, deixamos de reconhecer as oportunidades de sabedoria e de crescimento que acompanham a adversidade. No entanto, assim que conseguimos ou nos permitimos pensar mais claramente, que somos capazes de deixar a vitimização auto-destrutiva e pensamentos improdutivos, também ficamos mais capacitados  para lidar com o que está diante de nós.

1. Esteja atento, e aceite que a adversidade é inevitável na vida. Como já foi referido, a adversidade faz parte da vida. Uma vez que nos aconteça algum infortúnio, não o aceitar ou resistir-lhe só vai fazer com que persista. Não quero dizer com isto, que sejamos passivos ou complacentes com a adversidade e que ao aceitá-la nada façamos para minimizar ou recuperar dela. Não é nada disso, o que quero dizer é que aceitar é um caminho para se desprender e reestruturar-se. É uma forma viável de procurar caminhos alternativos e seguir em frente. Onde quer que possamos ir existe certamente alguma forma de adversidade, mesmo que não seja a nossa. Há inundações, tsunamis, guerras e calamidades de todos os tipos. Mesmo dentro do seu próprio círculo de familiares e amigos há perda, morte e tragédia. Embora a dor seja inevitável, o sofrimento exacerbado é opcional. Tal, como por contraste a felicidade é possível mas é opcional. Então o que podemos fazer?


2. Construa os seus recursos internos. Antes que a adversidade o atinja, deve propor-se a trabalhar no seu equilíbrio emocional, deve fortalecer a sua musculatura emocional, coragem e disciplina. Quando você se torna consciente de que algumas dificuldades são inevitáveis, você pode preparar-se mentalmente para enfrentar as adversidades de cabeça erguida. Não será muito diferente do sentimento de um soldado que vai para a guerra. Ele (ou ela) prepara-se física e mentalmente para qualquer possibilidade. O militar sabe que pode ser desastroso, assustador, e esgotante, mas ele sente-se preparado e equipado com um conjunto de estratégias que lhe permitem enfrentar a situação com coragem. Na maioria das vezes, quando você está preparado para o pior, o pior nunca acontece, ou é muito menos grave do que o previsto.

Atenção, não estou dizendo que nos devemos movimentar na vida sempre em alerta, a ver onde está o perigo ou com o sentimento de que estamos na eminência de nos acontecer algo de ruim. Não, isso não é benéfico, pelo contrário, pode ser contraproducente. Mas tal como um médico, enfermeiro, bombeiro, ou paramédico, ou você mesmo se prepara com um curso de primeiros socorros para agir em consonância quando for necessário salvar um vida em aflição eminente, assim deveremos fazer nós. A preparação para reagir, para agir e saber como atuar em situações difíceis, é como um Kit de Primeiros Socorros para quando o “azar” nos bater à porta. Se tivermos e soubermos usar, certamente evitaremos danos maiores.

Outro recurso valioso é a auto-confiança. A Confiança que tudo vai dar certo, a esperança que sempre há uma luz no fim do túnel, e esperança que “este infortúnio também passará.” Tudo na vida tem o seu lugar e propósito, cabe-nos a nós fazer essa gestão.

3. Construa os seus recursos externos. Construa um sistema de apoio baseado na família e nos amigos. Quando as coisas ficam difíceis, todos nós precisamos de encorajamento e apoio. Precisamos de alguém com quem conversar, alguém para ajudar a aliviar o fardo. Você ficaria surpreso ao descobrir quantas vezes um amigo teve uma experiência semelhante e pode ajudar a guiá-lo no momento difícil. O facto de saber que um amigo está lá quando você precisa dele, pode ser muito reconfortante. Se a sua condição perante a adversidade não for ultrapassada e gerar problemas psicológicos como a depressão ou ansiedade, não hesite em procurar ajuda profissional, seja através de uma consulta de psicologia ou de um grupo de suporte específico, como por exemplo determinados grupos de ajuda.

4.  Aquilo que não mata nem sempre faz você mais forte. Desculpe Nietzsche, mas não posso concordar integralmente na afirmação, “o que não nos mata torna-nos mais fortes“, ela não é completamente realista. Por exemplo, se você não tiver construído e desenvolvido determinados tipo de resistência ou experiência suficientes para lidar com a dificuldade, a adversidade pode esmagá-lo. Por outro lado, se você tem resistência suficiente, se desenvolveu e trabalhou determinadas forças, então na verdade isso vai fazer você ficar mais forte. Como assim, você pergunta? A Resiliência como qualquer músculo no nosso corpo é construída gradualmente e exponencialmente com a exposição repetida aos obstáculos e às forças externas. Não necessariamente, se você não tem prática no enfrentamento dos obstáculos (como quando você escolhe evitá-los), se você decidir ainda assim propor-se ao desafio de tentar, a coisa certamente correrá mal, um evento traumático pode derrubá-lo. Como tudo na vida, a preparação é amiga da eficácia e do sucesso. Sem preparação o fracasso é uma possibilidade muito forte.

Para sublinhar este ponto, as pesquisas de desenvolvimento tem mostrado que crianças traumatizadas são mais, e não menos, prováveis de virem a sofrer novamente de algum tipo de trauma ou consequência negativa. Da mesma forma, aqueles que crescem em bairros difíceis têm uma propensão para o desequilíbrio emocional, tornam mais susceptíveis perante a adversidade, não se tornam mais resilientes, e são mais propensos a debater-se na vida.

5. Inspire-se e aprenda com os outros que têm que lidar com o sucesso e com a adversidade. Há muitas histórias inspiradoras de pessoas que superaram obstáculos aparentemente intransponíveis. Eles triunfaram sobre as suas adversidades para viver uma vida produtiva e bem-sucedida, em vez de se renderem a elas. Para aprofundar este tema, leia: Porque razão desistimos dos nossos objetivos.

Não quero com isto dizer que ao ver, ler ou assistir aos feitos dos outros os seus problemas ficam resolvidos, ou que isso diminuirá a dor ou o sentimento que tem. Provavelmente não, e essa não é a minha intenção. No entanto, ao tomar consciência das estratégias e formas que essas pessoas accionaram e/ou utilizaram para fazer face aos seus problemas ou para ir ao encontro dos seus sonhos e objetivos, pode promover e estimular em si uma mudança de perspetiva face à sua situação. Este mudança de perspetiva pode ser promotora para descobrir novos caminhos para a resolução da situação difícil em que se encontra.


ALGUNS EXEMPLOS DE PESSOAS QUE ULTRAPASSARAM ADVERSIDADES NA SUA VIDA:

Helen Keller: Perdeu a visão e a audição devido a uma febre misteriosa quando tinha apenas 18 meses de idade. Ela superou a surdez e a cegueira, tornou-se numa mulher forte e com formação e promoveu os direitos das mulheres.

Winston Churchill: Superou um problema de gaguez e fraco desempenho na escola, para se tornar primeiro-ministro do Reino Unido e um dos mais influentes líderes políticos do século XX. Ele também era conhecido pelos seus discursos poderosos e empolgantes.

Wilma Rudolph: Nasceu prematuramente, foi a vigésima de vinte e dois filhos. Ela superou uma pneumonia dupla, escarlatina e poliomielite para se tornar vencedora de três medalhas de ouro em pista nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960.

Lance Armstrong: Superou o cancro nos testículos que se espalhou para o cérebro e pulmões (foi-lhe dito que ele tinha uma chance de apenas 40% de sobrevivência) para voltar e ganhar o Tour de France mais sete vezes!

J.K. Rowling: Nasceu numa família pobre, saiu de um péssimo casamento com um bebê e a viver da ajuda do governo, escreveu o seu primeiro livro de Harry Potter e foi rejeitado pela maioria dos editores até Bloomsbury Publishing acreditar no seu valor. Preciso dizer mais?

A determinação, superação e persistência permitiu que todas estas grandes pessoas ultrapassassem as suas adversidades e fossem bem sucedidos. Se eles conseguiram fazer isso, certamente o resto de nós pode invocar a força e a coragem para pelo menos tentar superar as nossas adversidades! Se depois seremos bem sucedidos ou não? Bem essa é uma pergunta que nem eu nem você, neste momento consegue responder.

PONTOS A RETER:
Os tempos difíceis que acontecem na nossa vida, podem ajudar-nos a compreender e a apreciar os momentos em que as coisas nos correm bem.
Olhe para as oportunidades de aprendizagem que todas as situações adversas contêm.
Decida se você vai permitir que a sua experiência o deite a baixo. Dependendo da forma como você interpreta a situação, acha que a poderia olhar de uma outra forma, de preferência mais capacitadora.
Esteja preparado para aceitar o pior, quando ele ocorrer. Quando se prepara mentalmente para o pior, isso raramente acontece, e se isso acontecer, parece menos catastrófico, porque você está melhor equipado para lidar com isso.
Cultive a coragem, auto-confiança e superação. Quanto mais dessas qualidades você conseguir reunir, menor será o impacto da adversidade.
Lembre-se que a adversidade faz parte da vida. Aceitar as adversidades, ajuda a superá-las.

Superar as adversidades é um dos nossos principais desafios na vida. Quando resolvemos enfrentar e superar, tornamo-nos especialistas em lidar com ela e, consequentemente, promovemos o triunfo sobre as nossas lutas do dia-a-dia.

Por Miguel Lucas em Psicologia Comportamental
Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Filme

Sugestão de Filme

Título original: De Rouille et D’os 
França/Bélgica (2012)



Sinopse: Alain (Matthias Schoenaerts) está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.

Trailer



Crítica da Folha de S.Paulo

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Acessibilidade

Banco do Brasil - Crédito Acessibilidade

O BB Crédito Acessibilidade é uma linha de crédito do Banco do Brasil destinada à compra de produtos que facilitem o dia a dia e ajudem a melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. 

Com o apoio do Governo Federal e em sintonia com o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a linha de crédito é mais uma ferramenta para auxiliar na promoção da cidadania e fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade.

Quem pode contratar o financiamento

Clientes pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos¹.

Para ter acesso ao BB Crédito Acessibilidade não é necessário que o cliente seja uma pessoa com deficiência. Por isso, qualquer cliente que atenda as condições da linha pode financiar um bem ou serviço para destinar a uma pessoa com deficiência. 

Com o apoio do Governo Federal, as taxas de juros do BB Crédito Acessibilidade são reduzidas, facilitando que clientes com renda de até 10 salários mínimos¹ possam financiar produtos para pessoas com deficiência.

Principais vantagens:

- Taxa de juros: 0,41% ao mês para clientes com renda de até 5 salários mínimos, e 0,45% ao mês para clientes com renda acima de 5 e até 10 salários mínimos.
- Valor do financiamento: mínimo de R$ 70 e máximo de R$ 30 mil.
- Limite de financiamento: até 100% do valor do bem adquirido. 
- Prazo: 04 a 60 meses.
- Prestações: debitadas automaticamente em sua conta-corrente.

Confira abaixo um exemplo de simulação²:
Taxa de Juros de 0,41% ao mês


¹ – Sujeito a aprovação cadastral e demais condições do produto.
² – Condições negociais sujeitas a alteração sem aviso prévio e de acordo com a legislação vigente.

Como contratar o BB Crédito Acessibilidade

1º Passo: Confira se o produto pode ser financiado:
Consulte se o produto que será adquirido pode ser financiado por meio do BB Crédito Acessibilidade. 

2º Passo: Simulação do financiamento:
Procure uma agência do Banco do Brasil para saber mais informações sobre a linha e informe-se a respeito da sua situação cadastral e qual o limite disponível para financiamento. Para isso, leve seus documentos pessoais (identidade, CPF, comprovante de renda e endereço).

De posse dessas informações, solicite a simulação do seu financiamento para saber o valor das parcelas, quantidade de prestações e prazo de pagamento. 

3º Passo: Compra do produto:
Após tirar todas as dúvidas e confirmar a possibilidade de contratação do BB Crédito Acessibilidade na agência, você poderá adquirir o produto em qualquer estabelecimento comercial legalmente constituído no país.

Para garantir um bom negócio na hora da compra, vale lembrar da dica de sempre pesquisar o valor do bem ou serviço em mais de um estabelecimento comercial.

4º Passo: Contratação do financiamento:
Após a compra do produto, leve a nota ou cupom fiscal até a agência Banco do Brasil para efetivar a contratação do financiamento. A liberação do crédito é feita diretamente na sua conta-corrente.

Importante: é necessário que a nota ou cupom fiscal esteja no nome do cliente, contenha a descrição do produto e apresente data de emissão de no máximo 30 dias antes da contratação.

Apenas para os itens adaptação de imóveis, além de seguir o passo a passo acima, você terá que apresentar uma relação de documentos complementares. 

Caso existam dúvidas, compareça a uma agência Banco do Brasil e saiba mais informações: http://www.bb.com.br/portalbb/page17,19314,19316,0,0,1,1.bb

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Credencial

Como obter a credencial para estacionar em vagas preferenciais


O cadastramento é feito no órgão de trânsito de cada cidade. É preciso apresentar cópias e originais de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência.

As Resoluções 303 e 304 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicadas no dia 22/12/2008, tratam, respectivamente, da regulamentação das vagas de estacionamento de veículos destinas ao uso exclusivo de pessoas idosas e portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção. 

De acordo com o Contran, as resoluções padronizam as sinalizações (vertical e horizontal) que deverão ser utilizadas na identificação das vagas. As normas também padronizam o modelo de credencial, documento obrigatório para identificar os veículos que transportam pessoas idosas ou portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção. A credencial será emitida pelo órgão ou entidade executiva de trânsito do município de domicílio da pessoa a ser credenciada e será válida em todo o território nacional. 

No caso do município não integrado ao Sistema Nacional de Trânsito, o documento será expedido pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Em relação às pessoas portadoras de deficiência e com dificuldade de locomoção, o prazo de validade da credencial será definido pelo órgão emissor. A credencial deverá estar no painel do veículo ou em local visível. Em caso de irregularidades, como por exemplo, se for constada que a vaga não foi utilizada pelo credenciado o documento poderá ser suspenso.

O uso das vagas em desacordo com as normas será considerado infração leve que prevê multa de R$ 53,21, três pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a remoção do veículo. Os órgãos de trânsito terão 360 dias para adequarem as áreas de estacionamento destinados o uso exclusivo de pessoas idosas e portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção.

O Conselho Nacional de Trânsito decidiu disciplinar o uso das vagas especiais em todo país. A partir de agora só podem estacionar nesses locais pessoas cadastradas e identificadas.

Até então o idoso ou portador de deficiência precisavam de um adesivo no carro para poder parar na vaga especial. A nova documentação acaba com essa exigência. Não importa de quem seja o veículo ou quem esteja dirigindo. Basta deixar a credencial a vista no painel e estacionar.

O cadastramento é feito no órgão de trânsito de cada cidade. É preciso apresentar cópias e originais de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. No caso dos portadores de deficiência física, é exigido ainda um laudo médico emitido pelo Sistema Único de Saúde.

“Em qualquer lugar do país, não importa. Onde quer que ele esteja, estará indicado como pessoa idosa ou preferencial para aquela vaga exclusiva para o segmento”, explica José Antônio Pajeú, assessor jurídico da companhia de trânsito de Recife.

A mudança foi recebida com entusiasmo. Idosos e portadores de deficiência esperam agora ter seus direitos respeitados. “Identifica as pessoas que têm necessidade para encontrar um lugar para estacionar. Muito importante, muito bom”, fala João Alfredo Gomes, aposentado.



Fonte: www.carrosparadeficientes.com.br



sábado, 11 de janeiro de 2014

DPVAT

Boa tarde,


Começo o ano já reclamando, mas mais que uma reclamação (justa), é um ALERTA para quem está ou vai solicitar o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres).

De um tempo pra cá, os canais de comunicação, principalmente na TV e no próprio site do DPVAT, vem se fazendo uma ampla divulgação, no que diz respeito a solicitação do seguro, explicando que a solicitação deve ser feita diretamente pelo segurado, evitando solicitar por meio de advogados e terceiros, alegando que por muitas vezes essas pessoas agem de má fé. 

Só não dizem que quem age de má fé é o próprio DPVAT. Eles alegam que há ou havia inúmeras reclamações dos segurados, quanto o valor recebido. Eu mesmo já ouvi várias pessoas dizendo que o advogado pegou boa parte do seguro. Olha, pode até ser, mas se eu soubesse teria desde o início, contratado um advogado, pois prefiro dar 30% para um advogado, do que deixar para o DPVAT. 

Na verdade, toda essa campanha, não é pra ajudar o segurado, pois o pedido feito por um advogado chega, até onde sei, quase sempre no valor correto, máximo e/ou pode-se dizer, justo.

No mínimo deveria haver uma transparência no que tange aos critérios usados para se chegar a um valor. Sei de gente que recebeu R$ 13.500,00 (valor máximo) por ter perdido um dedo (o que caracteriza invalidez permanente) e eu que perdi uma perna (transfemural - acima do joelho), recebi R$ 9.450,00. 

Quanto a despesas médicas, apresentei recibos no valor de mais de R$ 5.000,00 mas na verdade gastei algo por volta de R$ 25.000,00 (principalmente com enfermeiros/acompanhantes), apresentei NFs juntamente com todas receitas, de boa parte dos medicamentos que usei... enfim, me pagaram R$ 2.353,72.

Daí fico me perguntado: o que é preciso para receber R$ 13.500,00? Ter os dois braços e as duas pernas amputadas?

Outra coisa... eles orientam o segurado a juntar toda a documentação para dar entrada, alegando que é simples e que pode ser entregue até nos correios (dando assim uma falsa ideia que é muito simples). Mentira! É muita documentação para se correr atrás, muita burocracia. Fica parecendo mesmo que a intenção é ver se somos vencidos pelo cansaço para que talvez assim, haja a desistência.

Então fica aqui "meu conselho e sujestão": se você não quer se aborrecer e nem se decepcionar com esse nosso "sistema corrupto", injusto e sem noção; entre com um advogado sim!

Dos R$ 16.200,00 que tinha por direito e justiça receber, acabei recebendo R$ 11.803,72 ou seja, R$ 4.396,28 a menos. Então, estou contratando um advogado, já na semana que vem, para rever esse valor que ficou faltando. 

Sei que pouco mais de quatro mil, pode não ser um valor assim tão expressivo, mas nem que precise deixar toda essa quantia com uma advogado, deixarei, mas esse valor não vai ficar com eles. 

Corra atrás dos seus direitos, não deixe se enganar, não permita ser roubado descaradamente no momento que você mais precisa, reclame, brigue, denuncie, só assim, talvez vamos um dia conseguir ser tratado com respeito e dignidade.

Abraço a todos.

Carro Novo

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA DEFICIENTES FÍSICOS PARA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO.


QUEM TEM DIREITO


1. Deficiente condutor: Isento de IPI, IOF, ICMS, IPVA e rodízio municipal (deficiência física).
2. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência física e visual).
3. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência mental e autismo).

- A isenção é válida para qualquer pessoa portadora de deficiência, inclusive crianças. Neste caso, é necessário obter o laudo da Receita Federal assinado por um médico credenciado ao SUS (Sistema Único de Saúde).

- Caso o paciente tenha deficiência mental, o exame precisa ser feito por um psiquiatra e um psicólogo. Em caso de deficiência física, o exame deve ser realizado por um neurocirurgião e um psicólogo. Nos dois casos, o laudo precisa ter a assinatura do responsável pela clínica ou hospital que realizou o exame.

- O benefício da isenção poderá ser exercido apenas uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições, conforme a vigência da Lei nº 8.989, de 1995, atualmente prorrogada pela Lei 11.941/2009, art. 77, vigente até 31/12/2014.

- Em casos de pessoas com necessidades especiais, mas que não são condutoras dos veículos, a isenção do IPI é menor (em geral, reduz o valor do automóvel em até 15%).

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA COMPRA DE VEÍCULO 0 KM - CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA)

1ª ETAPA 
CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO: O portador de deficiência física deve se dirigir a uma auto-escola especializada. Se já possuir uma habilitação comum, deve-se renova-la junto ao Detran de sua cidade para que conste a observação de carro adaptado ou automático.

2ª ETAPA 
LAUDO MÉDICO PARA CONDUTOR: O portador de deficiência física deve obter este documento no DETRAN, nele o médico irá atestar o tipo de deficiência física e a incapacidade física para conduzir veículos comuns. Neste documento estará indicados o tipo de carro, características e adaptações necessárias.

3ª ETAPA 
ISENÇÃO DE IPI E IOF: É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal mais próxima de sua residência: 
a) Preencher requerimentos de pedido de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal. 
b) Laudo Médico e carteira de habilitação, (duas) cópias autenticadas pelo DETRAN 
c) (Duas) cópias autenticadas por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço que demonstre consumo ( luz ou telefone fixo). 
d) 1 (uma) cópia simples das (duas) ultimas declarações de imposto de renda (ano vigente e ano anterior). 
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF) ou, se for dependente, levar declaração do responsável legal. 
e) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerite (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de (Autônomo, empresário e profissional liberal) declaração do INSS que demonstre recolhimento mensal chamada de DRSCI obtido pela internet no site www.dataprev.gov.brou direto em uma agencia da Previdência Social. 
Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração sob as penas da lei de não contribuinte do INSS. Dica: Para Conseguir os requerimentos de IPI, acessar internet a página da Receita Federal (instrução normativa 607)

4ª ETAPA 
ISENÇÃO DE ICMS (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): é necessário apresentar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência. 
a) Kit de requerimento de isenção de ICMS assinado com firma reconhecida, conseguido no posto fiscal da Secretaria da Fazenda. 
b) 1 Laudo médico (DETRAN) original e carteira de habilitação autenticada pelo DETRAN. 
c) 1 (uma) cópia autenticada por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço que demonstre consumo (água, luz ou telefone fixo). 
d) Carta do vendedor, (que será emitida pela montadora que fabrica o carro escolhido). Este documento é fornecido pela concessionária onde será efetuada a compra. 
e) Cópia simples da última declaração de Imposto de Renda (Ano vigente). 
f) Comprovantes de capacidade econômica financeira: Exemplo: Holerite, extrato de poupança, aplicação ou documento do atual veículo que será vendido e usado como parte de pagamento.

5ª ETAPA 
ISENÇÃO DE IPVA (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): Esta isenção só será encaminhada quando veículo zero ou usado estiver devidamente documentado em nome da pessoa portadora de deficiência física. É necessário encaminhar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência: 
a) Preencher Kit de requerimento em 3 vias de isenção de IPVA 
b) Laudo médico (uma cópia autenticada) 
c) 1 (uma) cópia autenticada do RG, CPF, comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo), carteira de motorista, certificado de propriedade e licenciamento do veículo frente e verso. (Obrigatoriamente em nome do deficiente) 
d) 1 (uma) cópia da nota fiscal da compra do carro.(Somente para 0km). 
e) Cópia autenticada da nota fiscal do serviço de adaptação do seu veículo (caso seja necessária alguma adaptação). 
f) Declaração que irá possuir apenas um veículo com a isenção de IPVA 
Obs.: No caso de possuir mais de um veículo em seu nome, só será aceita a isenção de apenas um veículo, ficando o demais sujeito ao pagamento normal do tributo.

Isenção de multas (referente ao rodízio): O portador de deficiência física pode rodar todos os dias com seu veículo, independente da restrição colocada a finais de placas pelo rodízio municipal. Deve-se cadastrar o veiculo ao órgão competente, evitando que as multas sejam cobradas. 
Para São Paulo deve-se cadastrar junto ao seguinte órgão: 
. CET (Companhia Engenharia de Trafego): tel - 3030-2484 / 3030-2485 
a) Preencher requerimento para autorização especial fornecido pela CET. 
b) Copia Autenticada do laudo medico e CNH (DETRAN) 
c) Cópia simples do RG 
d) Cópia autenticada do documento do veiculo CRLV 
e) Encaminhar via sedex ou pessoalmente para Rua do Sumidouro 740 - Pinheiros, São Paulo, cep: 05428-010. Aos cuidados do DSV - departamento de autorizações especiais. 
Dica: Para conseguir o requerimento acessar o site www.cetsp.com.br.

ISENÇÃO DE IPI - NÃO CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA E VISUAL)

É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal. 
a) Preencher Kit de requerimentos de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal; 
b) Preencher declaração de identificação do condutor autorizado com firma reconhecida em cartório das assinaturas de todos os envolvidos no processo; 
c) 1 cópia autenticada do RG, CPF comprovante de endereço, da pessoa portadora de deficiência física, assim como dos condutores envolvidos. 
Obs.: No caso de pessoa portadora de deficiência menor de 18 anos e dependente dos pais ou responsável, anexar certidão de nascimento, caso não possua RG e CPF.
d) 2 vias do Laudo médico conforme modelo específico dado pela receita federal a ser preenchido por médico ou oftalmologista (para casos de deficiência visual) credenciado ao SUS (Sistema Único de Saúde), especificando código CID de acordo com o grau de deficiência física ou visual. 
e) 1 (uma) cópia simples da Ultima declaração de imposto de renda (ano vigente), e seu respectivo recibo de entrega. 
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF ) ou, se for dependente ,levar declaração do responsável. 
f) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerith (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de ser Autônomo ou possuir empresa no nome,necessitará de certidão negativa de regularidade de contribuição para o INSS . Conseguido com seu contador ou pelo sitewww.dataprev.gov.br (basta informar o NIT (nº de inscrição do trabalhador)) 
Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração de não contribuinte do INSS fornecido pela Receita Federal.

ISENÇÃO DE IPI - NÃO CONDUTOR (DEFICIÊNCIA MENTAL SEVERA OU PROFUNDA E AUTISMO)

É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal. 
a) Preencher Kit de requerimentos de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal; 
b) Preencher declaração de identificação do condutor autorizado com firma reconhecida em cartório das assinaturas de todos os envolvidos no processo; 
c) Curatela do responsável no caso de deficiente maior de 18 anos, que não possua capacidade jurídica. 
Obs.: A curatela trata-se de um documento emitido por um juiz de direito que concede responsabilidade jurídica sobre o deficiente mental. 
d) 1 cópia autenticada do RG, CPF comprovante de endereço, da pessoa portadora de deficiência física, assim como do curador eleito e dos condutores envolvidos. 
Obs.: No caso de pessoa portadora de deficiência menor de 18 anos e dependente dos pais ou responsável, anexar certidão de nascimento, caso não possua RG e CPF. 
e) Laudo médico conforme modelo específico fornecido pela receita federal a ser preenchido por médico e psicólogo, (para casos de deficiência mental) credenciado ao SUS (Sistema Único de Saúde), especificando código CID de acordo com o grau de deficiência mental severa ou profunda e autismo. 
f) 1 (uma) cópia simples da última declaração de imposto de renda (ano vigente), e seu respectivo recibo de entrega de todas as pessoas envolvidas no processo.
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF ) ou, se for dependente ,levar declaração do responsável. 
g) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerith (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de ser Autônomo ou possuir empresa no nome, necessitará de certidão de regularidade de contribuição para o INSS . Conseguido com seu contador ou pelo sitewww.dataprev.gov.br (basta informar NIT (nº de inscrição do trabalhador)


Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração de não contribuinte do INSS.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Bom dia caros Leitores!

Bem, espero que todos tenham passado um ótimo Natal. Já faz um tempinho que não escrevo nada, que não atualizo o Blog e confesso que  um certo desanimo me invadiu, já há alguns dias, mas nada sério... vou sobreviver (risos).

Mas enfim, resolvi escrever hoje só pra desejar um ótimo e maravilhoso 2014 a todos vocês. Que este ano que está chegando seja bem melhor que 2013, com menos dores e mais alegrias, com mais paz, com mais luz, muita saúde, muita esperança (muita mesmo), muito humor, muita garra, perseverança, com mais leveza na alma (e no corpo também). Que neste novo ano, e que de agora em diante, tenhamos mais auto-confiança, mais auto-estima e que assim escutemos menos a opinião dos outros e dando mais ouvidos ao nosso coração.

Ano que vem, conversamos mais, colocamos o papo em dia, te conto mais sobre minhas alegrias e minha dores e espero que você faça o mesmo comigo. 

Te espero aqui. Seja feliz!


domingo, 3 de novembro de 2013

Direitos

Os direitos das pessoas com deficiência
(Por Andre Rosa)

Hoje em dia, as pessoas com deficiência possuem de fatos inúmeros direitos que muitos não as conhecem por falta de informação e também a falta de veículos de comunicação onde não pautam um tema importante como os direitos das pessoas com deficiência. Conheça agora alguns direitos cruciais para as pessoas que possuem algum tipo de deficiência e muito mais.

  • A pessoa que possui algum tipo de deficiência, seja física ou mental, tem o direito de realizar sua aposentadoria de modo eficaz por invalidez. Além disso, a pessoa recebe 100% de aposentadoria e ainda um acréscimo de 25% caso a pessoa dependa de alguma assistência ou de assistência permanente de outra pessoa.
  • O deficiente também tem o direito da isenção de taxas na hora de comprar o seu carro customizado próprio, deixando de pagar IPI e o ICMS. Aquisição de automóveis por deficiente físico: os que podem dirigir com carros adaptados, ficarão isentos do ICMS e do IPI, observar as seguintes leis e preencher todos os anexos e dar entrada na Receita Federal para q isenção do IPI: da Lei n& ordm;. 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, alterada pelo art. 29 da Lei nº. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e pelo art. 2º da Lei nº. 10.182, de 12 de fevereiro de 2001, e na Secretaria de Fazenda em sua cidade para ter isenção do ICMS.
  • Conforme os artigos 18,19 e 20 do Decreto 3298/99 a pessoa com deficiência tem direito a obter, gratuitamente, órteses e próteses (auditivas, visuais e físicas) junto às autoridades de saúde (federais, estaduais ou municipais) a fim de compensar suas limitações nas funções motoras, sensoriais ou mentais.
  • O Poder Público está obrigado a fornecer gratuitamente medicamentos necessários para o tratamento da pessoa com deficiência. Se não for fornecido deve-se procurar um advogado ou a Defensoria Pública, pois a Justiça constantemente dá ganho de causa nessas ações.
  • A empresa com 100 (cem) ou mais empregada está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, habilitadas. O percentual a ser aplicado é sempre de acordo com o número total de empregados das empresas
  • Em concursos públicos federais, estaduais e Municipais até 20% das vagas são reservadas às pessoas com deficiência. Desta forma, este percentual não é o mesmo para cada estado, município ou para o Distrito Federal, porque é a lei de cada uma dessas entidades que irá estabelecer o percentual de quotas de admissão para as pessoas com deficiência.
  • O deficiente tem direito na sociedade em educação, saúde e emprego, além claro de urbanização como transporte público acessível e equipado, além de rampas e corrimãos nas vias e ruas.

Com isso, para mais informações e detalhes sobre a acessibilidade e as dificuldades das pessoas com deficiência na urbanização, fique ligado aqui no web site Cidade Acessível e veja as melhores matérias, novidades em destaques, além de dicas e muito mais.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Facebook

Esta semana o face me bloqueou porque solicitei a amizade de pessoas que não conheço. Sim, pessoas que não conheço!  Justamente, se solicitei é porque quero conhecê-las, fazer amizades! Sinceramente, quem é que nunca fez isso? Eu mesmo já recebi vários convites de pessoas que não conheço.

Mas para acabar mesmo... deletaram um comentário meu de um post de um colega, membro de um grupo de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física, assim como eu.
Bem, me falaram que não, mas estou achando que isto é pessoal, posso estar enganado é claro, mas parece que alguém se incomodou com meu comentário, e se é mesmo isso, bastava dizer. Mas como em todos os lugares, em todos os cantos, sempre vamos encontrar gente se caráter, gente escrota e principalmente hipócrita.

O assunto do post era sobre o constrangimento que as pessoas sentem ou não por serem olhadas pelas pessoas em locais públicos. Eu acho que tem gente que fica com muito "mimimi", mas tem muita gente que leva numa boa, que tem uma cabeça boa e até se diverte. Eu já não ligo a mínima, não sou encanado.

Então vejam abaixo o meu comentário e só porque usei a palavra "cagando", resolveram me bloquear. 

Eu não sei se esses administradores do facebook são um bando de otários e babacas, ou sou eu que ainda continuo usando essa merda que vem lá dos EUA e acha que pode tolir minha liberdade de expressão.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Prótese

A escolha da prótese

Muito bem, você é amputado, está em processo de reabilitação e chegou a hora de escolher a prótese. Como fazê-lo? 

Eu acho que dificilmente um amputado terá condição de, sozinho, sem nunca ter ao menos visto uma prótese, fazer uma escolha acertada de maneira consciente. O paciente, marinheiro de primeira viagem, deve procurar um médico de reabilitação que tenha, sabidamente, conhecimento para orientá-lo e fazer a sua prescrição protética. Mesmo o profissional experiente, dependendo do caso, pode ter alguma dúvida em relação a componentes e tipos de encaixe. O ideal é que o paciente receba a maior carga de informação possível e, baseado nisso e no custo dos componentes, ajudar o médico a fazer sua escolha. 

Esta situação é bem diferente da situação do amputado experiente, que já vem usando prótese há alguns anos e, ao optar por uma troca de aparelho por qualquer razão, tem bem delineado na mente o aparelho que melhor lhe convém. Ou seja: se você é um amputado recente, procure um médico que possa ajudá-lo a escolher o aparelho mais adequado para o seu caso.

O tipo de pé protético, joelho mecânico, o encaixe a ser usado, tudo isso pode variar muito, dependendo da causa da amputação, da idade do paciente, do nível de amputação, e outros critérios mais.

O coto de amputação precisa ser preparado cuidadosamente antes de ser moldado para a feitura do encaixe. Este preparo inclui, além dos exercícios para recuperar e manter a função das articulações, o enfaixamento do coto com faixa elástica até que a sua forma se estabilize. Ainda assim, com o uso da prótese, o coto deve mudar a sua forma ainda mais, necessitando ajustes frequentes e até mesmo a troca do encaixe protético depois de alguns meses. Para prevenir problemas como dor, ferimentos, calosidades, pistonagem excessiva da prótese, etc, são necessárias visitas constantes ao centro de reabilitação, para que os problemas sejam detectados e corrigidos o mais rápido possível, evitando, desta forma, conseqüências mais graves.

Nenhuma prótese pode ser entregue acabada sem que o paciente tenha sido treinado exaustivamente no seu uso, no ambiente adequado, até que o encaixe esteja confortável e o alinhamento dinâmico tenha sido feito. Isto vai ocorrer à medida que o paciente conseguir descarregar melhor o peso do corpo sobre o aparelho. 

Também o encaixe da prótese, caso seja necessário, poderá ser trocado a um custo muito menor, enquanto ela não estiver acabada. Um aparelho protético só estará bem ajustado depois de testado, treinado e alinhado durante o uso pelo paciente. Não existe outra possibilidade. Qualquer proposta diferente deve ser entendida como uma tentativa de iludir. Tirar "medida", fazer uma ou duas provas e depois chegar com uma prótese acabada, dizendo que a dor e os ferimentos são normais e que no fim tudo se ajusta como numa dentadura, é mentira deslavada, e quem faz isso está agindo de má fé.

O amputado recente é presa fácil de indivíduos inescrupulosos por não conhecer o assunto, estar fragilizado e cheio de expectativas que muitas vezes não são reais. A melhor maneira de evitar estes danos é procurar um serviço de reabilitação reconhecido e ser tratado como paciente, nunca como freguês.


Dr. Marco Antonio Guedes de Souza Pinto

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Dr. Marco

Um pouco antes da minha amputação, comecei a me interessar por tudo que encontrava na internet sobre esse assunto e um dos primeiros nomes que encontrei foi o do Dr. Marco Guedes em uma entrevista com o Dr. Drauzio Varella. Desde então fiquei fã desse homem, pelo jeito simples e íntegro. E o mais importante, uma pessoa que passou pelo que hoje estamos passando. Então quem melhor que um médico protetizado, para nos entender?

DR. MARCO GUEDES E A REABILITAÇÃO DE AMPUTADOS
Trauma e especialização

O médico Marco Antônio Guedes, traumatologista e ortopedista, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), perdeu a perna direita, após um acidente de moto no quinto ano de faculdade. Dedicado, hoje ele é um dos grandes especialistas que atende amputados no Brasil, por meio da clínica especializada Centro Marian Weiss, que gerencia em São Paulo. Nesse espaço, Guedes e sua equipe realizam atendimentos para reabilitação de amputados e cuidados com os pés de pessoas diabéticas.

O médico contou com o apoio da família para superar essa situação difícil. "Um dia minha esposa disse: "Estou indo jogar tênis, aluguei a quadra e não vou sozinha". Fui com ela. Nunca vou me esquecer da sensação boa que tive ao voltar suado e ver que eu era capaz de me exercitar novamente", conta. Por isso e durante todo atendimento clínico, ele entende e acha que o fator psicológico é essencial na busca pela reabilitação e felicidade no início da nova vida do amputado.

O especialista diz que é mais fácil se relacionar com os pacientes por ser também um amputado. Eles, ao saberem da experiência pessoal, se sentem muito mais seguros e confiantes. Passam a ter uma expectativa sobre o seu futuro bem mais otimista e real. O difícil é não ter muita ideia de como será a vida no futuro. Ao projetarem esta expectativa, sentem-se bem mais tranquilos.

No Brasil, as técnicas cirúrgicas têm avançado, mas para Guedes o mais importante não é somente o procedimento da mutilação e sim a construção de um novo órgão funcional, e isso só é possível se for bem construído. Se o paciente que perde um membro percebe que ainda poderá fazer alguns movimentos com o que ficou no lugar, o cirurgião pode criar um impacto positivo na trajetória de vida desta pessoa.

"Não podemos passar a culpar a amputação por tudo que nos acontece de ruim, mas sim encará-la como um desafio a ser superado".

 REVISTA SENTIDOS (EDIÇÃO 62)

Verdade!!!


Curitiba


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Reabilitação

REABILITAÇÃO PRÉ E PÓS PROTETIZAÇÃO

OBJETIVO:
Prevenção de contraturas e problemas secundários;
Evitar complicações cardio-pulmonares e descondicionamento geral do corpo do paciente;
Redução da dor e edema;
Educar paciente e família e promover apoio psicológico.

TRATAMENTO:
Adequado e dirigido tratamento postural do paciente e do coto;
Diminuir e eliminar estados dolorosos;
Movimentação do coto e outro membro-24 a 48 h após  cirurgia;
Enfaixamento do coto - ataduras elásticas;
Conseguir um bom equilíbrio muscular;
Impedir e eliminar contraturas e deformidades secundárias;
Atividades físicas gerais: Troca de decúbitos, postura de pé e marcha;
Estimular a independência - AVDs;
Orientação ao paciente e familiar;
Técnica de Protetização imediata.

AVALIAÇÃO DO MEMBRO RESIDUAL
Exame Físico Funcional: membro residual;
Nível de Amputação;
Presença de Pontos dolorosos: neuroma, sensação e dor fantasma;
Força Muscular - Tônus - Trofismo;
Amplitude de Movimento - A.D.M.;
Formato do Coto - Condições da Pele - Partes Moles - Edema - Cicatrização;
Equilíbrio - Coordenação;
Locomoção - Trocas Posturais - A.V.D.;
Dominância - Amputação de MMSS;
Aspectos Psicológicos;
Exame físico do membro contra-lateral:  Portadores de vasculopatia e neuropatia;
Musculatura abdominal e paravertebral;
Perimetria;
Atividade Laborativa.

PRÉ-PROTETIZAÇÃO 
Reparação do coto para Protetização - Maturação;
Melhorar a capacidade física geral do paciente, habilitando-o para realizar todas as atividades sem o uso de prótese;
Preparação psicológica do paciente para a reabilitação com prótese.

COTO:
Cicatrização;
Dessensibilzação;
Arredondamento (enfaixamento em oito);
Protetização.

ENFAIXAMENTO EM OITO:
É uma técnica realizada após a remoção dos pontos cirúrgicos do coto de amputação. São utilizadas faixas elásticas compressivas. Traz benefícios como melhora da circulação, diminuição do edema (inchaço) na ponta do coto, além de mantê-lo protegido.

O enfaixamento do coto também se faz necessário para que haja uma adequada adaptação ao encaixe da prótese, que além de reduzir o edema, produz um formato cilíndrico desejado. A pressão deve ser maior de distal para proximal e realizado do tipo oito ou em espiral. Uma bandagem efetiva ficará sem pregas, enfatizando as voltas angulares, exercendo uma pressão distal, encorajando a extensão articular.

O início do enfaixamento deve ocorrer a partir da ponta do coto com pressão maior nesta região, o restante deve ser coberto em diagonais ao longo do coto, aliviando a pressão ou inicie com atadura pelo lado de dentro da coxa bem acima do joelho e desenrole-a de modo que esta seja colocada no sentido diagonal para baixo, pelo lado externo do coto, mantendo cerca de 2/3 da atadura esticada no máximo.

ATENÇÃO:
Se sentir formigamento ou pontos de grande pressão, a faixa pode estar muito apertada. Retire a faixa e refaça o enfaixamento.
Se sentir coceira ou observar pontos avermelhados no coto, observe se a faixa está limpa ou coloque por baixo uma meia fina.

O enfaixamento pode ser retirado de duas em duas horas. Nos primeiros momentos de adaptação, mantenha o coto sem faixa em um período mínimo de 15 minutos, e então refaça o enfaixamento.· Até se acostumar, não há necessidade de dormir com a faixa. Ao acordar, refaça o enfaixamento.·Todos os dias antes de enfaixar ou no momento de refazer o enfaixamento, observe a pele do seu coto e a região da cicatriz, observando presença de áreas avermelhadas ou feridas. 

INSPECIONE SEMPRE SEU COTO! Observe se as faixas estão limpas, principalmente, se você mora em um lugar muito quente. Lave as meias pelo menos uma vez por mês.· Inspecione se a costura que une as faixas está em contato direto com a pele. Coloque-a para cima, para que não aconteça lesão de pele. 

SE VOCÊ TEM DIMINUIÇÃO DE SENSIBILIDADE, CUIDADO COM AS COSTURAS DA FAIXA DIRETO NO COTO. 
Observe se o enfaixamento está correto quanto à pressão, que deve ter maior pressão distal (ponta do coto), aliviando a proximal.
1 - Inicie o enfaixamento da ponta do coto para cima;
2 - Suba em diagonais com pressão distal, aliviando para proximal;
3 - Desça em diagonal com pressão maior distal aliviando para proximal;
4 - Não volte sempre à ponta do coto. Vá construindo diagonais e aliviando a pressão;
5 - O enfaixamento deve terminar próximo a articulação acima da amputação, com pressão maior nesta área;

SUBIR E DESCER DEGRAUS COM PRÓTESE
Subir o degrau: Apoiar primeiro a perna sadia no degrau e depois o membro protetizado.
Descer o degrau: Apoiar primeiro o membro protetizado no degrau e depois a perna sadia.

RECURSOS TERAPÊUTICOS
Cinesioterapia;
Mecanoterapia;
Hidroterapia;
Eletroterapia;
Massoterapia;
Crioterapia;
Acupuntura;
Enfaixamento;
Dessensibilização;
Alongamento e Fortalecimento;
Trabalho Proprioceptivo;
Treino de Equilíbrio;
Dissociação de cinturas;
Uso de dispositivos auxiliares;
Atividades Recreacionais.

Objetivos da fisioterapia
O fisioterapeuta desempenha papel fundamental quanto à reeducação funcional, acompanhando o paciente em todos os estágios do programa de reabilitação, fazendo parte de equipe multidisciplinar, supervisionando e tratando desde o estágio pré e pós-operatório, na educação de mobilidade pré e pós-protética e, se necessário, em cuidados de manutenção das funções músculo- esqueléticas.

Nesse sentido, a presença do fisioterapeuta é importante no processo dinâmico, criativo, progressivo, educativo e, objetiva a restauração ótima do indivíduo, sua reintegração à família, comunidade e sociedade.

O tratamento deverá ser iniciado de forma precoce para recuperação funcional, com objetivo de acelerar a protetização e o retorno às atividades. De maneira específica, os objetivos visam cicatrização e redução de edema, manter ou aumentar força muscular de ambos os membros, transferências e cuidados no leito, prevenir contraturas articulares do membro residual ou qualquer membro, instrução nos cuidados do membro residual e deambulação com muletas.

São vários os fatores que devem ser considerados para prescrição adequada de tratamento, como presença de múltiplas afecções, independência funcional, autonomia, idade avançada, etiologia e nível de amputação, tempo de evolução entre amputação e início da reabilitação. Devido a tais fatores, é fundamental um trabalho multidisciplinar, que vise o desenvolvimento e participação ativa do paciente no seu tratamento.

Condutas terapêuticas
A fisioterapia deve ser realizada logo após a amputação, atuando no posicionamento correto no leito, dessensibilização do coto, exercícios ativo-assistidos, ativo-livres e isométricos, uso de bandagens, exercícios de propriocepção, trabalho do membro contralateral e membros superiores e treino de marcha. Tendo como objetivo a manutenção da amplitude de movimento, aumento de força muscular, equilíbrio e adaptações da marcha de acordo com a possibilidade do paciente, envolvendo orientação e condutas de prevenção e reabilitação.

Orientações gerais pós-operatório imediato
Para correto posicionamento do coto no leito, o indivíduo deve evitar comportamento de flexão de joelho, abdução e rotação externa de coxa, não usar travesseiro embaixo do coto e manter sempre os membros inferiores alinhados para evitar contraturas, que podem surgir em decorrência do enrijecimento fascial e do desequilíbrio muscular, de um reflexo protetor de retirada, da perda da estimulação plantar em extensão ou resultado de algum posicionamento inadequado.